23 de jan de 2013

O homem do Tao II



O homem (do Tao) que segue seu caminho sem nenhum objetivo, vivendo unicamente o presente...
Age sem impedimentos...

Esse movimento na totalidade é a maior beleza que pode acontecer. Às vezes você tem vislumbres disso. Às vezes quando a mente não está funcionando, isso acontece.
De repente, você vê o sol nascente e quem vê não está lá, não surgiu ainda, não se tornou um pensamento - o sol não está lá e você não está lá. O sol está simplesmente nascendo e sua mente não está para dizer: “Que lindo!”
O sol está nascendo e não há ninguém ali, o barco está vazio, há bem aventurança, um vislumbre...
Mas a mente imediatamente entra em cena e diz: “Esse nascer do sol é tão bonito!” A comparação entra em cena e a beleza se vai.
Você muitas vezes verá esses vislumbres na meditação. Lembre-se, sempre que você sentir esse vislumbre, não diga “que lindo, que maravilha!” Porque é assim que você vai perder esse momento.
Sempre que o vislumbre vier, deixe-o ali – não permita que a mente interfira.
Quando, na meditação, você tem o vislumbre de algum êxtase, deixe acontecer, deixe-o ir fundo. Não se divida. Não faça nenhuma declaração, caso contrário o contato se perde.
Às vezes você tem lampejos, mas já se tornou tão eficiente em perder contato com esses vislumbres que não consegue entender como eles surgem e como você, mais uma vez, os perde.
Eles surgem quando você não está presente, você os perde quando você volta. Quando você está presente, eles não estão. Quando o barco está vazio, a felicidade está sempre acontecendo – é a própria natureza da existência. Não depende de nada – ela se derrama sobre você, é o próprio sopro da vida.
É realmente um milagre que você consiga ser infeliz, tão sedento, se chove o tempo todo. Você tem feito mesmo o impossível!
Em todos os lugares é luz e você vive na escuridão. A morte não está em lugar nenhum e você está constantemente morrendo; a vida é uma bênção e você está no inferno.
E como as pessoas conseguem isso? Através da divisão, através do pensamento – o pensamento depende da divisão, da análise. Meditação é quando não há nenhuma análise, nenhuma divisão, quando tudo se tornou um.

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